Entrevista de Desligamento

Entrevista de Desligamento

A entrevista de desligamento é vista muitas vezes como uma situação inoportuna e desagradável. Porém, o momento da saída do profissional de uma empresa, quando bem conduzido, pode ser muito rico e trazer benefícios a todas as partes envolvidas. É comum que se ouça falar com maior frequência no processo oposto, de entrada, chamado onboarding (embarque, em tradução literal), que, por óbvio, também tem sua importância.

Nesse texto, no entanto, focaremos no processo de saída, o offboarding e, mais especificamente, na entrevista de desligamento.

Independentemente de qual razão gera o desligamento do profissional, seja por decisão da empresa ou do próprio colaborador, é importante que haja disposição para perguntar e ouvir. No primeiro caso, de decisão do próprio colaborador, é importante que se saiba os motivos que o levaram a agir daquela forma e, de modo geral, as impressões sobre aspectos tais como a cultura, os gestores, os feedbacks, a equipe, o ambiente, incluindo estrutura física, entre outros fatores. Na segunda hipótese, de decisão da empresa, é importante também questionar sobre todos os aspectos citados, mas, principalmente, deixar as situações claras, mostrar gratidão pelo trabalho prestado e auxiliar, no que for possível, no processo de recolocação.

A entrevista, portanto, como parte essencial do offboarding, possibilita algumas vantagens claras, tais como:

  • Fortalecimento da cultura – entender a visão de quem esteve imerso nas atividades pode auxiliar no direcionamento à cultura ideal ou a correção do curso, caso esteja se desviando para um lugar inadequado;
  • Manutenção do bom relacionamento e deixar “as portas abertas” para o futuro – a ideia de deixar “as portas abertas” vale tanto para o colaborador quanto para a empresa. Há notórios casos de pessoas que saem e retornam tempos depois, firmando parcerias de sucesso;
  • Fortalecimento da imagem da empresa no mercado – em tempos de agilidade e grande alcance de comunicação, especialmente em razão de redes sociais, os bons exemplos geram, indubitavelmente, retornos positivos, tanto em relação ao mercado profissional quanto aos potenciais clientes;
  • Obtenção de informações valiosas sobre a visão do colaborador sobre aspectos que, muitas vezes, passam despercebidos pela liderança – por mais que a organização tenha líderes eficientes e participativos, a vivência diária da rotina pode trazer conhecimento de pontos que, não poucas vezes, não são claros. Nada melhor, nesse caso, que ouvir quem esteve diretamente envolvido no dia a dia.

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Pedro Palhares

Pedro Palhares

Graduado em Direito e graduando em Psicologia pela Universidade Fumec, Pós graduado em Mediação de Conflitos pela FGV/SP e Headhunter especializado no segmento jurídico.

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