Parâmetros de equilíbrio emocional em tempos de crise

Parâmetros de equilíbrio emocional em tempos de crise

Em tempos de crise é importante o auto cuidado

Equilíbrio emocional é um termo que abrange diversos aspectos e não posso ter a mínima pretensão de esgotar o assunto em um único texto. Nesse sentido e com o objetivo de ser o mais prático possível, irei me ater a uma reflexão que traduz bem o assunto:

“Equilíbrio emocional é ter a ciência, a todo momento, das ações as quais me arrependerei ou ficarei satisfeito, em um momento posterior, e conseguir optar por estas últimas”.

Acredito que essa é uma maneira bastante eficaz de percebermos se estamos agindo com ou sem equilíbrio emocional.

Estamos passando por uma situação nunca antes vivida por nenhum de nós que habitamos, nesse momento, nosso planeta. Talvez, o cenário mais próximo do que estamos passando seriam as grandes guerras mundiais. Estamos sendo (e seremos ainda mais) testados sobre nossa capacidade de vivenciar situações extremas e, diante delas, mostrar que temos (ou não) enraizados os valores universalmente considerados como “positivos”, sejam eles a fraternidade e senso de coletividade.

É óbvio que temos fraquezas, inerentes a todos os seres humanos, e que, ora ou outra, podemos agir de maneira a qual não nos orgulharemos lá na frente. Podemos, também, sempre admitirmos nossos erros e nos desculparmos com as pessoas. Entretanto, quanto mais conseguirmos identificar, previamente, como queremos e optamos por agir, melhor serão nossas ações e nosso sentimento sobre elas.

Eis o que podemos/provavelmente iremos nos defrontar nos próximos dias/semanas/meses:

– Falta de dinheiro (pessoal e da empresa, caso tenhamos negócio próprio);

– Nossos planos sendo radicalmente modificados contra nossa vontade;

– Parentes/amigos ficando severamente doentes;

– Parentes/amigos/líderes/subordinados/colegas de trabalho perdendo a cabeça, ficando deprimidos, perdidos, carentes, “chatos”, descontrolados;

– Preocupações diversas: em relação a manutenção e gestão da empresa, ter que demitir/ser demitido, não ter acesso a suprimentos básicos, medo de ver pessoas queridas ficando doente, medo de ficar doente, “medo de morrer”.

Diante disso, quais ações e reações optaremos por ter? Por mais difícil que esse momento possa ser, ele irá passar. E quando ele passar, como estarei me sentindo? Feliz por minhas ações/reações ou triste/decepcionado com elas?

Mais uma vez, volto ao ponto de que somos humanos, com fragilidades, medos, angústias que, ora ou outra, podem se manifestar através de atitudes desequilibradas. Mas se colocarmos nossas ações em uma balança e as tivermos como tendo sido, em sua maioria, positivas, podemos dizer que temos um bom equilíbrio emocional.

Listei alguns eventos difíceis aos quais podemos ter que enfrentar. Mas e o outro lado da moeda? Eis aqui, também, o que podemos/devemos experimentar:

– Amizade e as relações sendo fortalecidas; 

– Espírito de equipe sendo intensamente vivenciado;

– Organização/planejamento daquilo que nunca temos tempo para nos dedicar e que são extremamente importantes (seja no trabalho ou na vida pessoal);

– Novas formas de trabalho;

– Novas formas de encontros sociais;

– Mais tempo para a família;

– Mais tempo para leituras/estudos;

– Demonstração de habilidades que nunca antes mostramos.

Temos lido e escutado diversas dicas e precauções sobre como agir. Existem vários conselhos valiosos, aos quais devemos nos apegar. Entretanto, os de cunho emocional, que mais devem ser escutados, são os que vêm de nossa consciência. Nesse sentido, concluo essa breve reflexão com a proposição do seguinte exercício: “aproveite esse momento para revisitar, internamente, quais são seus valores e premissas mais importantes e antecipe situações em que estes serão testados. A partir daí, pense como quer agir/reagir. Antecipando essas situações, você se torna mais preparado para seguir em consonância com seus princípios e, após essa batalha, estará em paz com sua consciência”.

Eduardo Perroni

Eduardo Perroni

Diretor da Perroni Consultoria, com 14 anos de experiência profissional. Possui sólida vivência no Recrutamento e Seleção, Avaliação Psicológica, Desenvolvimento de Pessoas e Consultoria Organizacional

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